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Preços dos combustíveis devem subir

A Sonangol espera do Ministério das Finanças uma autorização para ajustar os preços actuais dos combustíveis, lubrificantes e demais derivados do petróleo que, no quadro estrito da gasolina o valor está actualmente em 160 kwanzas, o gasóleo a 135 kwanzas e o quilograma de gás a 100 kwanzas.

A Sonangol espera do Ministério das Finanças uma autorização para ajustar os preços actuais dos combustíveis, lubrificantes e demais derivados do petróleo que, no quadro estrito da gasolina o valor está actualmente em 160 kwanzas, o gasóleo a 135 kwanzas e o quilograma de gás a 100 kwanzas.
No âmbito dos padrões internacionais, essencialmente nas referências de comercialização de combustíveis na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e atendendo às necessidades de integração de Angola no Zona Livre de Comércio Continental (ZLCC), o preço futuro e a curto prazo do litro da gasolina no país pode fixar-se nos 252,62 kwanzas e o gasóleo
nos 205,25 kwanzas, o litro.
A partir dessas referências, a Sonangol Distribuidora pode, através de cálculos controlados e resultantes da oscilação do câmbio do dólar no Banco Nacional de Angola (BNA) e de outros factores do mercado, como o impacto no preço final para o consumidor, estabelecer, semanal ou mensalmente, o valor de venda para o país, no quadro de uma rigorosa política de preços flutuantes.
No mercado regional, as referência de venda de combustíveis rondam, em média, 0,80 cêntimos do dólar (252,6176 kwanzas) para o litro da gasolina e 0,65 cêntimos do dólar (205,2518 kwanzas) para o gasóleo. Para esse fim, a Sonangol e demais órgãos do Estado realizam estudos de suporte ao ajustamento dos preços dos derivados do petróleo e, para o efeito, já foi proposta a alteração dos decretos presidenciais nº 1/12, sobre o preço de referência a ser utilizado para a aquisição de ramas à Refinaria de Luanda, e nº 132/13, sobre os princípios e regime de exercício das actividades do sector
dos derivados do petróleo.
O que não deve sair na estratégia da Sonangol para 2019, é a sua firmeza em definir instrumentos sustentáveis com base num mercado totalmente liberalizado. Aos consumidores, apenas restará uma direcção: prontidão e preparação dos bolsos para os novos desafios que o país reserva, já que as medidas devem mesmo surgir, para o bem da economia nacional e dos países que devem, a partir de Janeiro de 2019, circular livremente
pelo território angolano.
Em linha, está a necessidade que a petrolífera angolana tem de assegurar uma operacionalidade de 95 por cento da rede de postos de abastecimentos da Sonangol. Para esse fim e visando o lançamento da rede de retalho no mercado de distribuição, a Sonangol e a francesa Total constituíram uma “joint venture” e inauguraram o primeiro posto de abastecimento no bairro São Paulo, em Luanda, a 21 de Dezembro do ano passado.

Aprovisionamento de refinados
No ano passado, o mercado nacional consumiu 4,204 milhões de toneladas métricas de combustível, dos quais 16% foram produzidos na Refinaria de Luanda. Para cobrir o défice foram importadas 3.093.875 toneladas métricas de combustíveis, que correspondem a 74% do volume consumido. Para suprir as necessidades do mercado de refinados, em 2018 a Sonangol importou, no total, 4,204 milhões de toneladas métricas de produtos refinados, menos 12 por cento que no ano anterior.
A contracção do mercado também se reflectiu na importação de produtos, menos 4% que no ano de 2017, ficando em 3,094 milhões de toneladas métricas, bem como na comercialização dos produtos, cujo volume foi, em 2018, de 3,569 milhões de toneladas métricas, menos dois por cento. Segundo a Sonangol, a redução do volume de produtos refinados, consumidos e importados, deve-se, em parte,à contracção da pro cura.
Por outro lado, pela depreciação cambial e pela desactualização dos preços em relação ao mercado internacional, a venda de refinados no mercado nacional obteve uma receita superior a 2,235 mil milhões de dólares, 20% abaixo do montante de 2017, que somou 3.124,6 milhões de kwanzas.

Perspectivas para 2019
Além disso, a perspectiva da Sonangol para 2019 tende a assegurar uma quota de produção não inferior a 340 mil barris de petróleo por dia, até ao ano de 2022, e a operacionalização dos dois navios sonda. A aposta visa, também, assegurar que a produção total do país, nos blocos já operados, não venha a atingir indicadores inferiores a 50
mil barris de petróleo por dia.
Em vista, neste ano, está a perfuração de seis poços de pesquisa, dos quais um nos blocos operados e cinco em blocos não operados. Nas perspectivas, está ainda a aquisição de 2.500 quilómetros quadrados de sísmica 3D, sendo 1.500 nos blocos operados e o resto em blocos não operados.