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Preços dos combustíveis devem subir
A Sonangol espera do Ministério das Finanças uma autorização para ajustar os preços actuais dos combustíveis, lubrificantes e demais derivados do petróleo que, no quadro estrito da gasolina o valor está actualmente em 160 kwanzas, o gasóleo a 135 kwanzas e o quilograma de gás a 100 kwanzas.
A Sonangol espera do Ministério das Finanças uma autorização para ajustar os preços actuais dos combustíveis, lubrificantes e demais derivados do petróleo que, no quadro estrito da gasolina o valor está actualmente em 160 kwanzas, o gasóleo a 135 kwanzas e o quilograma de gás a 100 kwanzas.Aprovisionamento de refinados
No ano passado, o mercado nacional consumiu 4,204 milhões de toneladas métricas de combustível, dos quais 16% foram produzidos na Refinaria de Luanda. Para cobrir o défice foram importadas 3.093.875 toneladas métricas de combustíveis, que correspondem a 74% do volume consumido. Para suprir as necessidades do mercado de refinados, em 2018 a Sonangol importou, no total, 4,204 milhões de toneladas métricas de produtos refinados, menos 12 por cento que no ano anterior.
A contracção do mercado também se reflectiu na importação de produtos, menos 4% que no ano de 2017, ficando em 3,094 milhões de toneladas métricas, bem como na comercialização dos produtos, cujo volume foi, em 2018, de 3,569 milhões de toneladas métricas, menos dois por cento. Segundo a Sonangol, a redução do volume de produtos refinados, consumidos e importados, deve-se, em parte,à contracção da pro cura.
Por outro lado, pela depreciação cambial e pela desactualização dos preços em relação ao mercado internacional, a venda de refinados no mercado nacional obteve uma receita superior a 2,235 mil milhões de dólares, 20% abaixo do montante de 2017, que somou 3.124,6 milhões de kwanzas.
Perspectivas para 2019
Além disso, a perspectiva da Sonangol para 2019 tende a assegurar uma quota de produção não inferior a 340 mil barris de petróleo por dia, até ao ano de 2022, e a operacionalização dos dois navios sonda. A aposta visa, também, assegurar que a produção total do país, nos blocos já operados, não venha a atingir indicadores inferiores a 50
mil barris de petróleo por dia.
Em vista, neste ano, está a perfuração de seis poços de pesquisa, dos quais um nos blocos operados e cinco em blocos não operados. Nas perspectivas, está ainda a aquisição de 2.500 quilómetros quadrados de sísmica 3D, sendo 1.500 nos blocos operados e o resto em blocos não operados.