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PR reafirma combate à corrupção e à impunidade
O Estado poderá accionar os mecanismos no sentido de reaver o património e os activos que lhe pertencem, ao abrigo da Lei 15/18, de 26 de Dezembro, sobre o Repatriamento Coercivo, apenas na sua componente interna de perda alargada de bens.
Justiça mais célere
O Presidente da República reafirmou o interesse de tornar a justiça cada vez mais célere e acessível à esmagadora maioria dos cidadãos, bem como dotada de maior capacidade para responder aos grandes desafios relativos ao combate ao crime, à corrupção e à impunidade.
Almeja que a justiça contribua, também, para a moralização da sociedade e torne o mercado mais competitivo e seguro, para atrair investimento privado nacional e estrangeiro.
Sublinhou, também, a importância que o sector da justiça tem para a consolidação do Estado Democrático e de Direito
que o país vem edificando.
Enalteceu os avanços alcançados, com a aprovação da Lei do Sistema Unificado de Justiça, com a criação do Tribunal Constitucional e a aprovação da Constituição de 2010, em vigor, que em seu entender permitem torná-lo no factor decisivo de promoção da cidadania, da paz, da coesão social e desenvolvimento socioeconómico.
Estado lesado
O comunicado da sessão extraordinária do Conselho de Ministros, realizada na passada quarta-feira, em Luanda, sob orientação do Presidente da República, João Lourenço, destaca que o Estado angolano foi lesado em mais de 4,7 mil milhões de dólares, decorrente de investimentos privados feitos com fundos públicos.
De acordo com a fonte, esta informação resulta do trabalho realizado pela Comissão Multissectorial, criada pelo Chefe de Estado, em Dezembro de 2018, com o objectivo de identificar tais investimentos.
Durante a sessão extraordinária do Conselho de Ministros, foram ainda aprovados vários diplomas legais relativos à Administração do Território e Reforma do Estado.
O regulamento da Lei de Bases sobre a Administração do Território, que estabelece as regras sobre a organização administrativa do território, a classificação e critérios de progressão dos municípios, bem como a estruturação interna das circunscrições territoriais infra-municipais, constam dos principais documentos aprovados.
Receberam também o aval dos membros do Conselho de Ministros, os regulamentos da Lei da Administração Local do Estado, que regula os princípios e as normas de organização e de funcionamento dos Órgãos da Administração Local do Estado na actual conjuntura política, económica e social, da Lei Orgânica sobre a Organização e o Funcionamento e regras das Comissões de Moradores.