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Plataforma para criação de lojas prevê dinamizar comércio online

Uma startup decidiu dar um passo para resolver alguns dos problemas que envolvem as compras online e criou a plataforma “Paya”, cujo objectivo é permitir a criação de loja online que pode ser facilmente integrada às redes sociais onde os clientes poderão efectuar os pagamentos através dos seus cartões multicaixa.

Uma startup decidiu dar um passo para resolver alguns dos problemas que envolvem as compras online e criou a plataforma “Paya”, cujo objectivo é permitir a criação de loja online que pode ser facilmente integrada às redes sociais onde os clientes poderão efectuar os pagamentos através dos seus cartões multicaixa.
Paya surgiu no final do ano de 2016 numa altura em que para criar um negócio de comércio electrónico era bastante dispendioso.Assim, o Paya elimina a necessidade de contratação de uma empresa para a criação de loja online, hospedagem da mesma e outros aspectos técnicos complexos para utilizadores comuns.
“A ideia por trás do projecto é permitir que qualquer pessoa possa criar uma loja online sem precisar gastar muito dinheiro ou ter conhecimentos técnicos e por isso, sim, acredito que poderá ajudar muito na evolução do comércio electrónico. O que queremos é eliminar o maior número de barreiras possíveis, para que as pessoas possam apenas se focar nos seus negócios”, garante Keven Chantre, de 27 anos, um dos dinamizadores do projecto, ao lado do colega Firmino Changani. Com mais de sete anos de experiência em desenvolvimento de software e jogos electrónicos, Keven Chantre acredita não ser ainda o melhor momento para os empreendedores se focarem na monetização em si, mas sim na popularização. “Precisamos antes de vender, criar o mercado”, diz, aludindo-se às dificuldades dos meios de pagamentos no comércio electrónico.
Quem também alinha no mesmo diapasão é o seu colega Firmino Changani: “Os angolanos já começam a estar preparados para comprar online e o comércio electrónico
já é tendência”.
Contudo, Keven Chantre prefere ser ainda mais prudente: “Quem vê de fora, pensa que existe deveras uma evolução, mas basta pararmos e contarmos quantas lojas online existem de verdade no país para vermos que não é o caso. Eu tenho a certeza que são um punhado e a maioria são na verdade lojas híbridas, físicas com uma componente online e com formas de pagamentos tradicionais como transferências bancárias ou utilizando o multicaixa”, avança.