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Plano de transformação orienta medidas de 2018

O conselho de administração da Sonangol traçou um plano de transformação que passa por assegurar a estabilidade e continuidade da empresa, cujas bases serão lançadas em 2018, para reflectir o crescimento e investimentos necessários a companhia.

O conselho de administração da Sonangol traçou um plano de transformação que passa por assegurar a estabilidade e continuidade da empresa, cujas bases serão lançadas em 2018, para reflectir o crescimento e investimentos necessários a companhia.
Esta estratégia consta de um documento disponibilizado durante a recente sessão de apresentação de contas e resultados financeiros da petrolífera.
A presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Isabel dos Santos, mostrou, em Março, à margem da Ceraweek, uma das mais importantes plataformas internacionais de discussão na área da energia, que decorre em Houston, nos Estados Unidos, aquela que é a visão do Governo sobre a reforma e restruturação da petrolífera nacional.
Isabel dos Santos, que foi uma das oradoras principais do certame onde partilhou informações sobre o processo de transformação e reestruturação da Sonangol, enquanto pilar da economia angolana e a sua visão 20/30, disse que a consolidação da parceria com firmas congéneres é das acções estratégicas.
A título de exemplo, em Houston, a capital do Estado do Texas nos Estados Unidos de América, a gestora da Sonangol reuniu-se com os presidentes de algumas das maiores companhias petrolíferas mundiais, casos da Chevron, ExxonMobil, Total, Grupo BP e Statoil, no sentido de avaliar futuras oportunidades e reforçar relações de cooperação.

Aproveitar oportunidades

A presidente da Sonangol foi oradora convidada da Ceraweek num painel denominado “Transforming Global E&P”. “A presença da administração da Sonangol nesta cimeira e a participação de Isabel dos Santos num painel de interesse estratégico para a indústria energética reafirmaram a importância da petrolífera angolana no panorama internacional do sector.
“É ainda mais um passo no compromisso da gestora e de toda a sua equipa em posicionar a Sonangol como uma operadora de referência, na sequência do programa de reestruturação que está a ser implementado”, lê-se num comunicado da petrolífera a
propósito da participação.
À imprensa, Isabel dos Santos reafirmara que um dos focos da sua gestão é o de reduzir de forma significativa os custos de desenvolvimento de novos campos de águas profundas. “Estamos a construir uma nova estrutura de capital para ser baseada em cerca de 45 dólares por barril.
Para novos projectos, disse que se pode conseguir isso, mas ser ainda assim um pouco mais difícil para projectos já em desenvolvimento.
De recordar que o anterior preço de referência era de 80 dólares por barril.