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Países unidos para elevar exportação

Um acordo comercial para isenção de taxas em diferentes mercadorias está na forja e o objectivo é o de facilitar as transacções entre as Nações cooperantes.

Uma proposta para a criação de um acordo comercial para produtos de qualidade diferenciada para os países da comunidade lusófona foi apresentada, recentemente, durante a 2ª reunião extraordinária do Secretariado do Conselho do Mecanismo do Sector Privado do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP (MSP-CONSAN-CPLP), evento realizado entre 6 e 8 de Junho, em Brasília, capital do Brasil.
O facto foi anunciado pelo presidente da Câmara Agrícola Lusófona (CAL), Jorge Santos, à margem da conferência “na rota das exportações”, que Lisboa acolheu a 14 de Junho de 2017.
A referida instituição tida já como a maior plataforma de promoção do agro-negócio no espaço lusófono assumiu a coordenação do Secretariado no MSP-Consan-CPLP, aonde propôs a criação de um acordo comercial no âmbito de produtos de qualidade diferenciada, nomeadamente, a certificação de produtos de origem controlada e protegida e com referência à sua indicação geográfica. O acordo vai isentar taxas e facilitar a livre transacção comercial entre os países de língua portuguesa e para os produtos diferenciados. Foi ainda apresentada a utilização de modelos de monitorização do impacto económico da segurança alimentar nos países lusófonos (SISMOD). Todas as propostas visam assim fortalecer a governança da segurança alimentar e nutricional de todo o espaço da comunidade. O mecanismo proposto do referido conselho pretende identificar e mobilizar a participação do sector privado, estimulando as pequenas e médias empresas mais representativas do espaço da CPLP, a apresentarem propostas que vão de encontro com as necessidades e ambições.
“Temos que defender as empresas lusófonas nas mais altas hierarquias. Somos observadores consultivos da CPLP e participamos nas reuniões técnicas específicas e sectoriais. Dentro do espaço agro-alimentar, somos um parceiro diferenciado”, disse Jorge Santos.
A CAL tem como missão incentivar a dinamização do agronegócio e o reforço da competitividade das empresas através de acções de promoção e cooperação que favoreçam a internacionalização, o empreendedorismo, a divulgação de conhecimento e a identificação de oportunidades de negócio.

Empresária agrícola busca experiência

Vários empresários dos países africanos de língua oficial portuguesa estiveram presentes em Lisboa para a busca de novos conhecimentos, a fim de  aplicá-los no seu quotodiano. Dentre os notáveis homens de negócio, esteve a participar da conferência “Na rota das exportações”, Kilha Conceição da Silva, pequena agricultora de São Tomé, enviada pela Federação Nacional dos Pequenos Agricultores de São Tomé e Príncipe (FENAPA). Esta agremiação congrega um conjunto de associados, que tem ajudado no aumento da lavoura naquele país lusófono. Muitos dos associados possuem terras familiares e ajudam a desenvolver a agricultura em pequena escala.  
No entanto, a empresária do sector agrícola reclamou apoio e incentivo para aumento da produção. Diz que também tem produtos a estragarem-se por falta de escoamento, na qual tem solicitado o apoio das autoridades sãotomenses para que os produtos cheguem à mesa dos consumidores e, por outro lado, consigam ter retorno dos investimentos feitos. Ela foi a busca de experiências para que possa exportar produtos agrícolas para outros mercados fora do seu país, sobretudo.