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Oportunidade de emprego valoriza a estrutura jovem

Do total de 25 milhões de angolanos levantados, em 2014, pelo Censo da população e da habitação, 65 por cento têm menos de 25 anos, sendo que a população jovem, em concreto, ficou estimada em 7,7 milhões. Destes, 51 por cento são mulheres e os 49 homens.

Os desafios nos programas da governação, sobretudo aqueles orientados para a ajuventude, visam reduzir a actual taxa de 47 por cento da população dependente.
O caminho abraçado pelo Governo de Angola foi o de investir-se na juventude, enquanto população economicamente activa, para que este grupo etário tenha qualificação necessária no sentido de alcançar o desenvolvimento económico, social e político de forma sustentada.
No lançamento ontem, em Luanda, do roteiro da União Africana sobre o “Aproveitamento do Dividendo Demográfico, através de Investimentos na Juventude”, foi reiterado o compromisso do Governo de Angola.

Indicadores nacionais

Os dados avançados na abertura indicam que a população angolana deve atingir os 39,4 milhões de habitantes até 2030, com uma taxa de crescimento média anual de 3,3 por cento, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD).
O secretário de Estado para o Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Pedro Luís da Fonseca, que interveio no lançamento oficial do roteiro da União Africana, disse que embora os dados estatísticos deste organismo continental não coincidam de todo com os oficiais, eles representam uma mais-valia.
Pedro Luís da Fonseca avançou ainda que, actualmente, as previsões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) situam a população jovem (menos de 25 anos) numa escala de 65 por cento do total e considera o dividendo demográfico um ganho económico, político e social de futuro se se apostar em investir na juventude no que respeita à saúde, educação e emprego, para se garantir a participação efectiva destes nas políticas públicas.
“O Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017 impulsiona a política da juventude que alimenta o aproveitamento. Portanto, é necessário investir na juventude, criando melhores condições para a abertura da janela de oportunidades do dividendo demográfico”, disse.
Segundo o governante, a preocupação é como encontrar emprego suficiente para dar resposta a esse potencial de crescimento económico que se vê na sua força de trabalho.
Pedro Luís da Fonseca fez ainda questão de lembrar sobre a necessidade de a temática do crescimento poder ser relacionada com a efectiva ocupação dos espaços, para que o dividendo demográfico possa ser melhor aproveitado.
“Não basta invertir-se na juventude. É necessário assegurar a estabilidade social e política e poder garantir que o investimento na juventude possa de certa forma permitir o aproveitamento dos dividendos demográficos”, considera.