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Mercado angolano de seguros é atractivo

As seguradoras têm dado um contributo para a robustez e sustentabilidade do sistema financeiro angolano, segundo avançou a secretária de Estado das Finanças, Valentina Filipe.

No recente fórum da Agência de Regulação de Seguros (ARSEG), a representante do ministro das Finanças disse que a indústria de seguros é a que melhor espelha o grau de desenvolvimento económico e social do sector em que se insere, o que pode ser comprovado em face ao crescente número de operadores que todos os anos são licenciados.

Nesta perspectiva, Valentina Filipe disse que a Agência de Regulação de Seguros (ARSEG) tem desempenhado um papel crucial na actividade seguradora e de fundo de pensões, assim como na melhoria da confiança dos agentes económicos e das famílias.
Por isso, acrescenta, dotar as seguradoras e resseguradoras de instrumentos que garantam uma gestão de risco cuidada, que permita antecipar sinais de alarme das entidades por elas seguradas, assume-se como um papel importante.

Corrigir imperfeições

Na abertura do II Fórum do Mercado Segurador, Valentina Filipe frisou que ao constituir as entidades reguladoras e supervisoras, o Estado pretende corrigir as imperfeições dos mercados, dotando-os das instituições e das condições éticas e sociais para que operem de modo eficiente.
O mercado segurador regista crescimento ao longo dos últimos dez anos e conta com mais de 27 empresas e sociedades gestoras de fundo de pensões.
“Angola apresenta uma grande margem de progressão para a função económica e social do seguro e do fundo de pensões, sobretudo com a segurança que concede aos agentes económicos”, disse.
A secretária de Estado das Finanças considera que com uma abrangência e dimensão na reparação de danos pessoais e materiais, tal como na previdência, o que está transmitir a actividade seguradora melhora a confiança dos agentes económicos e das famílias, o que revela o importante papel que a actividade seguradora e do fundo de pensões desempenha como complemento do Estado social.
Valentina Filipe justifica desse modo a importância de, no actual sistema financeiro, serem potenciadas as seguradoras e resseguradoras com instrumentos que garantam uma gestão de risco cuidada e que permitam antecipar sinais de alarme das entidades por elas seguradas.

Arseg

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Arseg, Aguinaldo Jaime, disse que os seguros podem contribuir para a captação de poupanças a médio e longo prazo e, consequentemente, na criação de produtos financeiros essenciais à
diversificação da economia.
No II fórum que a sua instituição organiza e que decorreu sob o lema “A regulação e a supervisão do mercado segurador em Angola”, Aguinaldo Jaime disse ser essencial a adopção de políticas prudentes de gestão de riscos que englobem os riscos de mercado
de liquidez e operacionais.
Para ele, a inserção dos mecanismos credíveis de governação das seguradoras, que façam parte de órgãos de gestão eficientes, com separação das funções de concessão, gestão, fiscalização e controlo interno e externo, são referidas como de grande importância.
“O momento económico que o país atravessa exige dos reguladores e operadores do sistema financeiro instrumentos de supervisão e fiscalização das margens de solvência e a conduta de mercados das seguradoras”, lembrou.
Na ocasião, o director da Academia de Seguros e Fundo de Pensões (ASFP), Gabriel Eduardo Cangueza, aproveitou relembrar aos operadores que a criação da academia visou solucionar os problemas das empresas seguradoras angolanas, por meio da geração e difusão de conhecimentos e treinamento técnico-profissional ao público interessado.
Desde a criação em 2015 da Academia de Seguros e Fundo de Pensões (ASFP), as empresas seguradoras, os institutos médios e as universidades têm beneficiado de formação específica em matérias ligadas ao seguro, além de poderem também formar internamente os seus quadros nesse domínio.
No mais recente fórum sobre o mercado de seguros, de iniciativa da Arseg e que contou com as contribuições da ASFP e empresas do sector, os participantes incentivaram, através de Moção de Reconhecimento, as acções do Governo que têm potenciado este segmento.