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Garantir competitividade é grande meta

Vários governantes reiteraram o compromisso da prossecução das tarefas que visam garantir
maior equilíbrio económico-social

As acções empreendidas nos últimos 15 anos por Angola podem propiciar o estabelecimento das bases para o seu desenvolvimento económico-social sustentável. Para tal, tem de se manter a competitividade na economia, pois “os cidadãos têm hoje a possibilidade e a oportunidade de tirar o maior proveito dos seus talentos e habilidades, através da iniciativa empresarial privada e, por esta via, aumentar o seu bem-estar pessoal e a
felicidade de toda a sociedade”.
Este apelo foi lançado esta semana durante as comemorações do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional celebrado a 4 de Abril.
Os governantes reafirmaram que Angola é um modelo e uma referência seguida internacionalmente, cujos esforços resultarão na melhoria dos sectores-chave da economia nacional, apesar do elevado crescimento demográfico da população e a crise resultante da baixa do preço do petróleo
no mercado internacional.

Oferta de serviços
O ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, que proferiu, no Huambo, ao discurso central do 15º aniversário da Paz e Reconciliação Nacional, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ressaltou como ganhos a livre circulação de pessoas e bens, a recuperação de infra-estruturas postas ao serviço da população e da economia nacional e maior oferta de serviços.
Ressaltou que hoje Angola vive um período de verdadeira estabilidade política, condição necessária para a atracção do investimento externo e desenvolvimento económico e social do país.
Nos 15 anos de paz, segundo João Lourenço, o país teve avanços importantes dos quais se destacam a reabilitação e modernização das principais infra-estruturas do país, nomeadamente, a recuperação e construção de estradas e pontes em todo o país, a reabilitação e ampliação das vias ferroviárias dos Caminhos-de-Ferro de Benguela, de Moçâmedes e de Luanda.
Referiu-se igualmente à construção e à reabilitação das principais infra-estruturas portuárias, nomeadamente a reabilitação e modernização do Porto do Lobito, a modernização e melhoramento do Porto do Namibe, a construção da ponte-cais do Porto de Cabinda e o início da construção do Porto de Águas Profundas em Cabinda.
O governante destacou ainda a construção e reabilitação das principais infra-estruturas aeroportuárias nas capitais de província, assim como a recuperação e expansão de infra-estruturas eléctricas.
Este último sector passou de uma potência instalada de 700 megawatts, em 2002, para mais de 3.000, em 2016, estando previsto para 2017, com o enchimento de Laúca e o alteamento de Cambambe, uma potência de 4.650 megawatts.
Além do ministro da Defesa, outras vozes nacionais emitiram as suas opiniões, conforme os depoimentos compilados pelo Jornal de Economia & Finanças (JE).