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Dívida do Papagro aos camponeses está a ser amortizada e em 2019 será concluída

O extinto Programa de Aquisição de Pordutos Agro-pecuarios(Papagro), afecto ao Ministerio do Comércio, deixou junto dos camponeses uma dívida avaliada em 142 milhões de kwanzas.

O extinto Programa de Aquisição de Pordutos Agro-pecuarios(Papagro), afecto ao Ministerio do Comércio, deixou junto dos camponeses uma dívida avaliada em 142 milhões de kwanzas.
A afirmação é do ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem, quando questionado sobre o andamento de alguns programas ligados ao seu pelouro. O governante disse que esta dívida já está a ser amortizada, prevendo-se ser paga, na totalidade, em 2019.
O ministro afirmou que, dada a necessidade de orientar metodologicamente os órgãos locais do Estado e de reforço do cumprimento do Decreto Presidencial 20/18, de 29 de Janeiro, que estabelece o Regime Geral de Delimitação e Desconcentração de Competências e Coordenação da Actuação Territorial da Administração Central e da Administração Local do Estado, pretende-se trabalhar para que o país posse beneficiar mais do comércio formal, a todos os níveis.
Falando à imprensa, Joffre Van-Dúnem não precisou o número exacto de comerciantes existentes em Angola. Entretanto, referiu que “esta questão não passa apenas pelo recenseamento dos comerciantes. O processo passa por uma programação, orçamento e localização exacta dos mesmos”.
“Neste momento temos o programa de comércio rural transversal, que já foi aprovado pelo Conselho de Ministros e abarca outros ministérios”, disse. O Ministério do Comércio realizou, no dia 29, a 1ª reunião técnica metodológica do comércio para a materialização das acções previstas no plano do sector.

Angola e itália traçam estratégias de cooperação

O forúm de agro-negócio Angola-Itália ficou marcado pela vontade da AIPEX de incentivar a possibilidade de diversificar os investimentos italianos em Angola, com maior interesse no sector produtivo.
Segundo Lello Francisco, administrador da AIPEX, até o momento os empresários italianos em Angola estão mais virados para o comércio, quando se sabe que têm bastante experiência na produção.
“Penso que, com a aprovação da nova Lei do Investimento Privado e a forte intenção de tornarmos o nosso ambiente de negócios mais favorável, estamos em condições de atrair os investidores italianos, pois, temos conhecimento de que eles têm domínio na produção de bens alimentares e têxteis e são sectores que nós precisamos promover”, frisou.
Quanto ao comércio bilateral, o responsável disse que até agora registaram 1,1 mil milhões de dólares de exportações, com predominância no sector petrolífero. “É um paradigma que pretendemos mudar nos próximos tempos”, disse.

No que toca às importações, o país registou um valor de 341 milhões de dólares, com maior relevância para o sector alimentar e de equipamentos.

Em Maio próximo, Angola pode participar na maior feira internacional italiana de produção de fruta - MACFRUT. Nesse evento internacional, o país tem a oportunidade de não somente apresentar e vender a marca angolana, mas também de colher experiências junto das melhores produtoras de fruta daquele país. Segundo o organizador do evento, Renzo Piraccini, o foco da feira estará dedicada aos produtos tropicais, com maior realce para o Ananás. 

Vânia Inácio