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Diamantes têm pouco brilho nas contas

A Sodiam revela que em termos de produção houve uma baixa de 32 por cento enquanto as receitas com as vendas registaram uma diminuição considerável

Angola comercializou mais de um milhão de quilates de diamantes avaliados em 264 milhões de dólares, no primeiro trimestre de 2018, o que corresponde a uma redução de 857,9 quilates em relação ao trimestre passado por força da situação de vendas da produção de Catoca.
Em termos de volume houve uma baixa de 32 por cento, ao passo que as receitas registaram uma queda de 17.
No segundo trimestre, a Sodiam teve um volume de comercialização total de 2,3 milhões de quilates, vendidos ao preço médio de 136,69 dólares por quilate, mais 12 dólares que no primeiro trimestre.
Estes dados foram apresentados esta semana, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Diamantes de Angola (Sodiam), Eugénio Bravo da Rosa.

Lundas lideram produção
A província da Lunda Sul é a que registou maior produção no período em análise com uma contribuição de 76 por cento, seguida da Lunda Norte com 22.
Grande parte da produção dos diamantes comercializados no exercício em referência, de acordo com os dados apresentados, foi extraída das províncias da Lunda Sul (76%) e Lunda Norte (22%), dos quais 93,8 explorado por via industrial
e 6,2 por via artesanal.
De acordo com o relatório do departamento da auditoria fiscal da direcção da tributação especial do Ministério das Finanças de 2017 que o JE teve acesso, foram arrecadados 1,1 bilião de dólares norte-americanos, com a produção de 9,4 milhões de quilates no país.
O montante resultou da venda de diamantes a um preço médio de 113 dólares por quilate. Pelo menos 90 por cento da exploração de diamantes do país é industrial e a restante de origem artesanal.
Segundo apurou o JE, a Bélgica pretende reforçar a cooperação com Angola para assumir a gestão, controlo e produção de diamantes, além da sua comercialização.