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Crise afectou construção na capital

Gruas paradas, movimento reduzido de viatura basculantes, trabalhadores sentados mostra literalmente que os trabalhos de construção, em Luanda, vão a meio gás.

Gruas paradas, movimento reduzido de viatura basculantes, trabalhadores sentados mostra literalmente que os trabalhos de construção, em Luanda, vão a meio gás.
O habitual carrega e descarrega nas várias infra-estruturas pública ou privadas em execução em Luanda, reduziu muito, se comparado à dois anos, quando Angola estava no “pico”. 
Uma ronda feita pelo JE,em alguns empreendimentos em construção, os empreteiros  queixam-se da escassez  de material, como por exemplo, o ferro, cimento e outros.
A lentidão nas obras deve-se em alguns casos, ao alto custo do material de construção civil, já em outros, pela escassez de dinheiro para a continuidade das obras.
Um dos principais factos apontados para se debelar a redução do valor do material de construção é o aumento da produção, consubstanciado na criação de mais fábricas, principalmente as de  cimento.
Para pôr fim a especulação dos preços praticados, fonte do Ministério da Construção e Obras Públicas indica que, o sector   vai trabalhar em parceria com as unidades industriais, principalmente as fábricas de tijolo, cimento e ferro.

Denúncias
O sector da construção serviu durante muito tempo, como  escapatória para muita gente  angariar altas somas de dinheiro, sem apresentar obras, conta  Carlos Monteiro, ligado a área de construção.
Há inclusive denuncias de muitos empresários estrangeiros em parceria com nacionais, que compraram casas na “planta”, na ordem de 300 mil dólares a 500 mil, até hoje nem casa nem dinheiro.
Há gente endividada com alguns bancos comerciais, conta Miguel Márcio, que lembra com muita tristeza a  “finta” que levou ao pagar na totalidade, um apartamento no  ilusório projecto “ Copa Cabana”, protagonizado por uma  construtura.
Uma  outra conta fonte, identificada apenas por Julia, levou um “golpe” duro anos átras.
Desembolsou 350 mil dólares para obter uma residência. Resultado, nem
o dinheiro nem casa.
Já aposentada, descreve que teve que fazer uma “engenharia”, para eliminar a divida no seu balcão.
“Levamos o caso ao tribunal até hoje nada”, desabafa.
AE