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Cobertura eléctrica até 2025 prevê 14 milhões de consumidores

A política e estratégia de segurança energética nacional, aprovada em 2011, através do Decreto Presidencial nº 256/11 de 29 de Setembro, define as principais orientações para que mais de 14 milhões de habitantes beneficiem de electricidade até 2025.

A política e estratégia de segurança energética nacional, aprovada em 2011, através do Decreto Presidencial nº 256/11 de 29 de Setembro, define as principais orientações para que mais de 14 milhões de habitantes beneficiem de electricidade até 2025.

O aumento da taxa de electrificação que se pretende que suba para 70 por cento até 2025, visando dar resposta ao plano de industrialização que prevê um crescimento contínuo de consumo.

Em 2013, quando começou a ser implementado o Plano Nacional de Desenvolvimento 2013/2017, o país tinha 2.850 quilómetros de linhas eléctricas (de 60, 220 e 400kv), sendo que o objectivo é atingir os 16.350 km em 2025.

Segundo um documento do Ministério da Energia e Águas, as grandes metas do sector definidas no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013 - 2017, previam o aumento da capacidade de produção de energia eléctrica em 5.000 MW até 2017 e com isso ampliar até 2025 a taxa de electrificação do país para 65 por cento.

O número de subestações ao longo da Rede Nacional de Transporte de energia eléctrica tem vindo a subir, embora ainda esteja longe das 152 estações previstas para 2025.

Na sua estratégia prevê-se a efectivação de cerca de 600 mil ligações domiciliares de energia eléctrica em várias províncias do país, sobretudo em Luanda, no quadro do programa do Governo de reforço do abastecimento do referido bem às populações.

Na sua estratégia para o sector, o documento acrescenta que a visão do novo modelo comercial visa garantir maior eficácia do processo comercial, consequentemente o aumento das receitas, o aumento do nível de satisfação dos clientes e a redução acentuada dos custos.

Grandes investimentos

O sector tem estado a aplicar avultados investimentos, com realce para a reabilitação, ampliação, modernização e a criação de novas barragens e de uma central de ciclo combinado de produção e transformação de energia para dar maior resposta à projecção do crescimento do consumo energético, sobretudo a nível do sector industrial.

Dos grandes investimentos para o sector energético, com base no Plano Nacional de Desenvolvimento, definiu-se um conjunto de projectos estruturantes, em que se integrou o alteamento e ampliação da capacidade da barragem de Cambambe, de 180 para 960 megawatts (MW), a construção da barragem de Laúca, com 2.067, a central do ciclo combinado do Soyo em 750, além da construção de Caculo
Cabaça, com 2.172.

Maior potência

Na comuna de Caculo Cabaça, município da Banga, na província do Cuanza Norte, está a ser construído, desde Agosto último, o Aproveitamento Hidroeléctrico com o mesmo nome, que vai permitir criar 8.200 postos de trabalho, dos quais, 6.900 para nacionais, durante as três fases de execução do projecto eléctrico.

Caculo Cabaça que está a nascer na bacia do Médio Kwanza, terá a capacidade de 2.172 megawatts, cuja construção terá a duração de cinco anos, num investimento de 4,5 mil milhões de dólares, com previsão de produzir energia eléctrica para mais de oito milhões de pessoas.

O gigante fornecerá electricidade às regiões norte, centro e sul do país, medida que irá contribuir para a promoção do desenvolvimento económico e social em todo o território nacional.

110

mil milhões de

dólares americanos

É a programação financeira que se prevê com a implementação do Programa Nacional da Água (PNA) para o período 2015-2040.

Segundo dados do Instituto Nacional de Recursos Hídricos pretende-se com este investimento a implementação das medidas e acções que são preconizadas no PNA, e que envolvem, tendo em conta o seu carácter executivo de curto, médio e longo prazo.

Estes projectos estruturantes visam também a reabilitação e construção de novas infra-estruturas de abastecimento de água e saneamento de águas residuais, por forma a permitir às populações o acesso adequado e universal à utilização da água potável e dos serviços de saneamento.

Para o subsector das águas, o desafio era o de aumentar a taxa de cobertura do abastecimento de água potável em 100 por cento para as capitais provinciais e 85 para as áreas rurais até finais de 2017, bem como o aumento da taxa de saneamento nas áreas urbanas em até 80 por cento no mesmo período.