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China e Índia compram mais crude

A China com 55,98 por cento e a Índia com 11,88 por cento, secundadas pela Espanha com 7,93 e Indonésia com 3,6 por cento foram os países onde Angola mais exportou (130,5 milhões de barris) de petróleo bruto durante o terceiro trimestre deste ano. Com a exportação, o país obteve receitas brutas no valor de 9,8 mil milhões de dólares ao preço médio de 74,90 Usd/barril.

AChina com 55,98 por cento e a Índia com 11,88 por cento, secundadas pela Espanha com 7,93 e Indonésia com 3,6 por cento foram os países onde Angola mais exportou (130,5 milhões de barris) de petróleo bruto durante o terceiro trimestre deste ano. Com a exportação, o país obteve receitas brutas no valor de 9,8 mil milhões de dólares ao preço médio de 74,90 Usd/barril.
Os dados avançados pelo director Nacional de Mercados e Promoção de Comercialização do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, Gaspar Sermão, atestam ainda que a quota-parte da Sonangol foram comercializados 47,5 milhões de barris, avaliados ao preço médio ponderado de 74,750 barris, que resultaram no volume de receitas brutas de 3,6 mil milhões de dólares.

Outlook
No encontro denominado “Realizações do 3º trimestre/18 e perspectivas do mercado de petróleo para o 4º trimestre “Outlook”, o documento foi apresentado pelo presidente da Comissão Executiva da Sonaci, Luís Manuel.
O responsável da Sonangol revelou que o volume de venda diário foi de 516.352,32 barris, contra os 577.625 do II trimestre.
Entre II e III trimestre em relação ao diferencial do volume de vendas representou uma quebra de de 5.059.469 milhões de dólares, enquanto o valor bruto das vendas (3.550 e 3.891) assinalou uma baixa de 340.869.314 milhões de dólares.
No III trimestre foram exportados no total 316.342 toneladas métricas, contra os 361.004 no II trimestre.
O valor bruto representou 154, 9 milhões de dólares contra os 178,2 milhões do II trimestre. No primeiro semestre do ano, a receita petrolífera arrecadada foi de Kz 1.562,1 mil milhões, 15,6% acima do programado, enquanto a receita não petrolífera foi de Kz 821,2 mil milhões, 7,7% abaixo do previsto.

Produção
Angola produz actualmente 1,4 milhões de barris/dia.
Tendo em conta a incerteza actual no mercado petrolífero e a volatilidade do preço, com base em toda a informação disponível sobre o desenvolvimento do mercado petrolífero, para o exercício de 2018 no OGE foi adoptada a previsão de 50/barril. O desempenho das ramas angolanas foi favorável no mercado internacional, na medida em que se verificou uma melhoria nos preços médios alcançados. Os mercados do Extremo Oriente e Europeu permaneceram em alta comparativamente ao mercado dos EUA. Um dos factores que influenciou igualmente é a disputa comercial entre os EUA e a China tendo favorecido a procura chinesa por ramas angolanas para compensar as quebras das importações das ramas dos EUA, além da melhoria das margens de refinação em antecipação à época de verão e o retorno da produção das refinarias asiáticas após período de manuntenção, assim como o aumento da procura na Europa por ramas alternativas da África Ocidental em consequência do elevado consumo sazonal.

Reestruturação em curso
Segundo apurou o JE, o Estado vai gastar 43,85 milhões de euros, o equivalente a 15,347 mil milhões de kwanzas, com a consultoria de apoio à reestruturação da Sonangol, segundo despesa autorizada por despacho do Presidente da República.
A informação consta de um despacho presidencial de 25 de Outubro, que justifica a despesa e o procedimento de contratação simplificado dos serviços com a “necessidade urgente de se contratar uma empresa com experiência nos sectores de actividade e do Grupo Sonangol, para suportar o seu processo de regeneração”. Os 15,347 mil milhões de kwanzas, de acordo com o documento, vão ser utilizados para a “contratação simplificada para a aquisição de serviços de consultoria à implementação do Programa de Renovação da Sonangol” e das suas subsidiárias.