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Bancos em marcha lenta na via expresso
O percurso de cerca de 60 quilómetros que liga o antigo controlo do Benfica, no município de Belas, à ponte de Cacuaco, ligação com a estrada direita de Luanda e que vai dar à Kifangondo, lá onde se dá a intercessão entre a Funda e o Bengo, começa a ter mais bancos disponíveis ao público.
O percurso de cerca de 60 quilómetros que liga o antigo controlo do Benfica, no município de Belas, à ponte de Cacuaco, ligação com a estrada direita de Luanda e que vai dar à Kifangondo, lá onde se dá a intercessão entre a Funda e o Bengo, começa a ter mais bancos disponíveis ao público. Há, sensivelmente, um ano e meio as agências bancárias eram quase que inexistentes naquele trajecto. Por sinal, a via mais rápida de Luanda que serve também de saída entre o Sul, o Norte e o Sudeste da capital.Patriota é referência
Em oposição completa ao cenário de certa timidez com que os bancos se implantam na via expressa, a zona do Lar do Patriota mostra hegemonia. Em tão-pouco tempo, a urbanização ganhou um centro financeiro. No Patriota, estão implantados 14 bancos, num total de 16 balcões e mais de 30 caixas automáticas, vulgo multicaixas. Lá, os operadores BIC e BFA estão com duas agências cada e juntam-se ao Keve, BAI, Millennium Atlântico, Standard Bank, Económico, Caixa Geral Totta, BCI, BPC, Finibanco, BNI, Sol e BCA. O extinto Banc tem ainda uma estrutura física, mas já não atende o público, após retirada da licença de operações em Fevereiro pelo Banco Nacional de Angola.
Os últimos dados sobre a bancarização em Angola, divulgados pelo BNA em Novembro de 2016, apontavam para 7,8 milhões de contas abertas, ou 52 por cento do que se supunha - antes do censo - ser um universo de 15 milhões de pessoas adultas. A Direcção para Educação e Inclusão Financeira do banco central declarou, na altura, que o processo de bancarização da população consta de uma estratégia iniciada em 2013, para alcançar, até 2017, cerca de 60 por cento da população adulta, segundo publicou o jornal de Angola na sua edição on line de 11 de Junho de 2018.
A bancarização é um desafio de inclusão económica com o qual o Banco Nacional de Angola (BNA), a Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) e a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) querem cooptar os potenciais recursos fora do circuito assim como as pessoas economicamente activas para gerar maior vitalidade ao processo de desenvolvimento económico.