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Bancários denunciam retaliações

 

O Sindicato Nacional dos Empregados Bancários (SNEBA) denunciou ontem, em Luanda, que há administradores de instituições financeiras a impedirem os seus trablhadores de adesão ao órgão sob pena de punição interna. 

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores Bancários de Angola (SNEBA) denunciou ontem, quinta-feira, em Luanda, a existência de administradores de bancos comerciais dificultarem a filiação de trabalhadores de suas instituições a este braço sindical de defesa dos funcionários da banca.
De acordo com a nota que o Sindicato Nacional dos Trabalhadores Bancários de Angola (SNEBA) a que o JE teve acesso, por ocasião do seu 22º aniversário, que ontem mesmo se assinalou, a postura destes administradores viola, claramente, a legislação em vigor na República de Angola, assim como os apelos do Chefe de Estado na sua mensagem à Nação onde apela a necessidade de diálogo entre empregadores e os sindicatos.
Para o Sneba, estes são bancos, infelizmente instalados no mercado nacional, mas que actuam em flagrante desobediência e desrespeito à Constituição da República de Angola.
O Sneba aproveitou, igualmente, a ocasião para repudiar as práticas discriminatórias e as acções de assédio moral e sexual, bem como a fixação de metas abusivas no sector. Ao mesmo tempo, fez apelo às administrações da banca comercial, sobre as políticas de empregos precárias no sector e sobre os períodos experimentais (estágios) prolongados.
Por outro lado, o Secretariado Nacional Executivo do Sneba diz acompanhar as cíclicas mutações no sector bancário nacional, sobretudo no que diz respeito ao desempenho da banca no seu todo, apesar do seu crescimento substancial no tocante ao aumento do número de instituições a operar no mercado, comparativamente aos primeiros dez anos da existência do Sneba.
O volume do crédito mal parado também inquieta a direcção do Sindicato, pois “não esperam que se volte aos tempos da extinta Cap, razão pelo que se apela as administrações dos bancos em causa à desencadearem formas de recuperação dos montantes colocados à disposição dos clientes, que por motivos diversos não têm vindo a honrar com os compromissos assumido juntos à banca.