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Alemães apoiam Kaza do Okavango
O director executivo do Projecto Transfronteiriço de Conservação Ambiental Okavango/Zambeze (KAZA) na componente angolana, Rui Lisboa, disse que as vias de acesso e as infra-estruturas básicas são até agora, os principais obstáculos para o desenvolvimento do projecto Okavango/Zambeze em Angola, com destaque no que concerne à promoção do ecoturismo.
O director executivo do Projecto Transfronteiriço de Conservação Ambiental Okavango/Zambeze (KAZA) na componente angolana, Rui Lisboa, disse que as vias de acesso e as infra-estruturas básicas são até agora, os principais obstáculos para o desenvolvimento do projecto Okavango/Zambeze em Angola, com destaque no que concerne à promoção do ecoturismo.Reabilitação de estradas
Por sua vez, o governador em exercício do Cuando Cubango, BentoXavier, disse que a reabilitação de estradas e o processo de desminagem transcendem as competências do governo da província, e remeteu o assunto às estruturas centrais do Estado.
Sublinhou que as vias de acesso constituem a principal prioridade do governo do Cuando Cubango, tendo em vista que estão na base do fraco desenvolvimento socioeconómico da região, razão pela qual, a população do interior da província vive uma acentuada escassez de bens e serviços.
Bento Xavier pediu aos Ministérios do Ambiente e da Hotelaria e Turismo, no sentido de unirem esforços para em coordenação com o governo da província pressionarem o Executivo, a velar pelas vias rodoviárias do Cuando Cubango e a conclusão do processo de desminagem.
“O sucesso do projecto KAZA na parte de Angola, que tem praticamente as melhores áreas turísticas em relação aos outros países membros, designadamente o Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe passa pela reabilitação de estradas e a remoção das minas”, sublinhou.
O gestor acrescentou que enquanto estes dois problemas não forem resolvidos, o projecto Okavango/Zambeze na componente angolana nunca será efectivado.
Fiscalização ambiental
Realçou que os casos de abate de animais por parte dos caçadores furtivos reduziram abaixo dos 50 por cento, fruto do apoio que o governo da província tem estado a receber sobretudo dos doadores internacionais para melhor fiscalização dos parques nacionais de Mavinga e Luengue-Luiana.
Bento Xavier pediu por este facto, o reforço de mais meios para um melhor controlo na fiscalização dos parques nacionais, com destaque para dois camiões do tipo Kamaz e igual número de Ural, para minimizar as dificuldades que os fiscais ambientais enfrentam para desenvolver as suas actividades.
Salientou que as viaturas Land -Cruiser que, actualmente, estão à disposição dos fiscais apresentam sérios problemas técnicos, situação que tem contribuído para a fraca mobilidade dos fiscais ambientais, porque o terreno é bastante arenoso e só com viaturas 4X4 é possível circular em toda a extensão dos parques nacionais de Mavinga e Luengue-Luiana e noutros
pontos da província.