Capa

Academia de pescas reforça “economia azul”

A Academia de Pescas e Ciências do Mar, construída numa área de 30 hectares, veio reforçar a aposta na chamada “economia azul”, um modelo de desenvolvimento assente no aproveitamento sustentável dos ecossistemas marinhos.

A Academia de Pescas e Ciências do Mar, construída numa área de 30 hectares, veio reforçar a aposta na chamada “economia azul”, um modelo de desenvolvimento assente no aproveitamento sustentável dos ecossistemas marinhos.
A instituição de Ensino Superior, localizada na província do Namibe, vai revitalizar o sector pesqueiro em Angola e, representa um investimento de cerca de 70 milhões de dólares, inserido no acordo de cooperação entre Angola e a Polónia.
O projecto comporta seis edifícios destinados aos cursos de Engenharia de Electricidade e Electrónica, Electro-Automação Marinha, Gestão Costeira,Engenharia de Navegação, Exploração de Portos e Frotas, Engenharia Mecatrónica de Refrigeração, Computação, Desenho Técnico e Electrónica de Equipamentos de Comunicação, Processamento de Pescado, Aquicultura e Oceanografia.
O Executivo angolano pretende fazer da instituição um grande centro de investigação científica e de formação, não só para quadros nacionais mas também para estrangeiros, com particular realce para os residentes na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Espera-se que a oferta formativa seja suficientemente atractiva para despertar o interesse dos países da região da SADC. A Academia integra as disciplinas de inglês, matemática, física, artes, ciências desportivas, pescas, processamento de pescado, biologia aquática e aquicultura, que estão englobadas num universo de 35 laboratórios já equipados com tecnologia de ponta.
Os laboratórios da Academia foram equipados por técnicos da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, através de um convénio com a Universidade Marítima de Gdynia, da Polónia.
O programa da Academia de Pescas vai contribuir para a formação de quadros nacionais capazes de desenvolver o sector pesqueiro do país.
Numa primeira fase, estão enquadrados 34 docentes angolanos, uns com doutoramento e outros com o mestrado feito em Portugal, Reino Unido, Itália, França, Rússia, Espanha, Polónia e Brasil, que assegurarão o funcionamento da Academia, que arrancou com 540 estudantes. Com capacidade para mais de 1.500 alunos, a instituição espera congregar nos próximos anos 131 docentes.
Academia é um verdadeiro complexo académico, com residências para professores, piscina, salas de oficina, de máquinas e motores, espaço para aulas de preparação para extinção de incêndios e lar de estudantes.
Em termos de infra-estruturas, a Academia tem área desportiva, centro de saúde e uma fábrica para compensação em termos de pescas de crustáceos (caranguejo desfiado). A construção e o desenvolvimento tecnológico da Academia é comparável a de outros países da África Austral, considerados dos melhores, porque dispõe de tecnologia de ponta.
Na escolha do Namibe para albergar a Academia pesou o facto de esta província ser o maior centro piscatório de Angola.